sábado, 10 de abril de 2010

ALGO SOBRE A VERDADE e o ERRO

Algo sobre a verdade e o erro
Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)



Está plenamente comprovado o difícil que é convencer,
a quem se acha identificado com o erro,
de que vive fora da realidade.

Achar-se identificado com o erro
é viver sob uma permanente sugestão
que a tudo deturpa ou tergiversa.

Exemplo eloqüente temos no campo político.
Quantos não se deixaram enganar pelas afirmações dos líderes totalitários,
que se proclamam paladinos da democracia,
da liberdade e do direito?

Nem mesmo vendo todo o contrário
as pessoas saem de seu erro,
tal é a obstinação e
a invalidez mental que as dominam.


No campo religioso,
os erros se fundamentam
numa pregação de fatos absurdos,
que os adeptos admitem sem reflexão nem julgamento.

Grave é a cegueira do crente,
cuja inteligência
não pode discernir
entre o verdadeiro e o falso.


Conforma-se em crer que está no certo
e rechaça toda idéia emancipadora
de sua incondicional submissão ao dogma,
porque o aterroriza o simples fato
de pensar que poderia estar equivocado.


As verdades, quando o são,
não se ocultam nem se impõem


No social, à semelhança do político e do religioso,
ele se abraça com fanatismo a uma ideologia e,
embora esta se estruture
sobre falsidades
e ponha de manifesto
embustes inqualificáveis,
acredita docilmente
que ali está a verdade,
caindo sob o feitiço sedutor
de suas promessas,
como o pássaro na armadilha.

A evolução consciente
permite ao homem
defender-se do engano
onde quer que este o espreite,
porque fundamenta sua defesa
no conhecimento das causas que o engendram.


Assim, por exemplo, sabe que
é impostura o que não concorda
com a realidade
e o que se esquiva à verificação individual,
à qual todo ser tem direito.




As verdades, quando o são,
não se ocultam nem se impõem;
revelam-se à luz da razão,
com o objetivo de que o homem tome consciência delas
e as use para emancipar-se da ignorância.



O que se pretende impor como verdade só tem um fim:
escravizar o ente humano,
para convertê-lo em instrumento passivo
daqueles que exploram sua credulidade.


A sabedoria logosófica permite
optar entre viver no erro,
que escraviza,
ou na verdade,
que faz o homem livre e forte,
como seu destino requer.


Trechos extraídos do livro Curso de Iniciação Logosófica
www.logosofia.org.br

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Um comentário:

Rani disse...

Tenho esse livro Curso de Iniciação Logosófica ,realmente é muito bom . A simplicidade em que é escrita às vezes torna complexo no ato de refletir.Adorei seu texto realmente as pessoas precisam libertar os velhos e errados conceitos e buscar evoluir. Mas mudar causa medo por isso o comodismo domina a maioria e que o mesmo permanece na inércia optativa do erro.