terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A ajuda que se pede a Deus nos momentos de aflição

A ajuda que se pede a Deus nos momentos de aflição

Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

OLIVÉRIO: – Como se deve interpretar o fato de uma pessoa, no paroxismo do desespero, por exemplo, invocar a Deus e receber, em seguida, o auxílio divino que acalma sua agitação e lhe permite resistir com maior serenidade e inteireza ao momento crucial que esteja vivendo? Recebe ela de verdade essa ajuda? Seria apenas uma consequência do in­fluxo divino da religião que professa? E, se for assim, como se explica que o mesmo bem seja alcançado com igual prodigalidade pelos que não professam religião alguma? É este um mistério no qual eu gosta­ria de penetrar.

PRECEPTOR: – É comum observar que ninguém ou muito poucos se recordam de terem um espírito que anima a vida, o qual permanece quase estático enquanto o ser físico age movido somente pelas necessidades de ordem rotineira que a vida corrente lhe apresenta, sendo muito raras as vezes em que esse espírito tem oportunidade de comovê-lo com outros objetivos. E é precisamente nesses momentos de aflição que atormentam o ser, que aparece delineando-se uma das formas mais atraentes e sugestivas do espírito, pois este se manifesta na própria sensibilidade, respondendo ao clamor da angústia. Esse simples fato reconforta e suaviza as durezas do transe amargo, permitindo recobrar a serenidade e, depois, a calma perdidas.

Não se deve, pois, atribuir isso a nenhum milagre, nem se enganar com a crença de que se teve algum auxílio particular, oriundo da Divina Providência. Nada irrisória seria a tarefa do Criador se, pela mera invocação de cada uma das criaturas humanas, devesse Ele atender a suas demandas de auxílio. Diferentemente disso, devemos pensar que no próprio espírito do ser é onde existem recursos aos quais sem saber se apela, ao se dirigir a Deus nos momentos mais álgidos da vida.

OLIVÉRIO: – Acho inteiramente lógico o que o senhor acaba de manifestar; vejo ago­ra que a criatura humana não é tão desvalida como se acredita, já que, até mesmo nos transes mais difíceis de sua vida, ela encontra a seu alcance o recurso salvador.

PRECEPTOR: – É mesmo assim; e se você compreende bem isso, verá então como provém de Deus, sem dúvida alguma, a grande ajuda recebida em tais circunstâncias. Mas é ali, precisamente, que reside o mistério: no fato de fazer chegar até nós esse auxílio por via indireta, ou seja, por intermédio de nosso próprio espírito, que é quem fortalece nosso ânimo, fazendo-nos experimentar não só a realidade de sua existência, mas também o rigor de sua censura, ao compreendermos que não devemos tê-lo em tão pouca conta, quando já se viu a importância que ele assume toda vez que procuramos nos elevar na busca de um consolo para nossa aflição, ou de uma luz que ilumine a vida ensombrecida pelo sofrimento.

Seria um erro pensar que, na emergência citada, Deus teria intervindo pessoalmente, e absurda é também a pretensão de crer que foi uma intervenção em particular, ao se sentir o alívio almejado. Fica bem claramente mostrado que existe no Grande Ser uma onisciência que abarca todos os âmbitos de sua Criação, achando-se o espírito, portanto, consubstancia­do com essa força universal que obedece às leis cria­das pela Inteligência Suprema. Um episódio da natureza do exposto não tem, pois, a menor repercussão cós­mica, como não teriam para nós repercussão de transcendência alguma os gritos de um pintinho que, fugindo de um perigo, se salvasse inesperadamente.

Trechos extraídos do livro Diálogos, p. 102

www.logosofia.org.br

https://ssl892.websiteseguro.com/logosofia/artigos/a-ajuda-que-se-pede-a-deus-nos-momentos-de-aflicao/135.aspx

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A duração espiritual da vida

A duração espiritual da vida

  • Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)
  • Se existe algo sobre o qual sempre se falou no transcurso das épocas, esse algo é a vida, já que, ao encerrar insondáveis mistérios para o próprio ser humano, ela se abre em dimensões quase que inabarcáveis para seu entendimento.

Um aspecto importantíssimo da vida é a sua duração. É comum considerar que essa duração se prolonga em razão dos anos que a pessoa consegue viver. Logicamente, ninguém haveria de objetar a essa crença. Porém, seria essa duração a única? Seria a que compreende, efetivamente, a existência como um todo? Pensamos que não, pois existe a duração espiritual, ou seja, aquela que fixa o uso do tempo na riqueza da realização individual. Esta duração não pode, portanto, ser medida pelos anos físicos, mas sim pelo tempo que cada realização deve significar como cômputo de duração.

A vida é longa quando a dominamos;
é curta quando ela nos domina.


Para esclarecer essa imagem e fazê-la acessível a qualquer compreensão, bastará observar um ser que tenha vivido oitenta anos sem haver realizado nada de valor. Terá vivido uma vida estéril, porquanto consumiu sua existência somando os dias, os meses e os anos, sem que se verificasse diferença alguma entre uns e outros. Em outras palavras, para ele os dias passaram sem deles se obter a menor recordação.


Podemos considerar igual em duração a vida deste ser, se a compararmos com a daquele que cultiva sua inteligência, move sua vontade com energia, projeta e realiza obras de importância e cumpre tarefas de uma envergadura tal que até chegam a interessar à própria humanidade e a beneficiá-la? E, ao alcançar este os 80 anos com um imenso labor cumprido, pode a duração de sua vida ser considerada idêntica à daquele outro que chega a essa mesma idade sem haver conseguido a produção dele? É lógico pensar que, ainda que a idade seja a mesma em ambos os casos, a duração é diferente, pois que ela deve ser considerada como maior ou menor de acordo com a intensidade com que se viva, ou seja, segundo as realizações levadas a efeito.


A vida é longa quando a dominamos, ou seja, quando dominamos tudo ou, pelo menos, uma grande parte do que nela existe. O ser humano tem um mecanismo mental que, sendo utilizado com inteligência e discrição, abre diante dele um mundo de possibilidades. Tem também um sistema anímico-emocional, chamado sensibilidade, que permite as mais claras percepções e, ao mesmo tempo, reforça no interior da pessoa impressões que, muitas vezes, a própria razão tarda muito a discernir. Conta também com todas as demais formas de expressão da natureza humana. Dominando com plena consciência as forças que representam cada uma dessas posses, pode multiplicar a duração da vida pelo valor de tempo que as realizações, fruto desse domínio, signifiquem.


O contrário de tudo isso ocorre quando é a vida que domina; sua duração então é breve, ainda que a idade acuse envelhecimento. Isso porque só se leva em conta como período de atividade construtiva a vida que, efetivamente, foi vivida como tal, pois a vegetativa, a que não mostra sinais de vida, é tempo morto ou perdido, que não pode ser computado como duração.

Artigo extraído da Coletânea da Revista Logosofia, tomo 3, p. 213

sábado, 10 de abril de 2010

ALGO SOBRE A VERDADE e o ERRO

Algo sobre a verdade e o erro
Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)



Está plenamente comprovado o difícil que é convencer,
a quem se acha identificado com o erro,
de que vive fora da realidade.

Achar-se identificado com o erro
é viver sob uma permanente sugestão
que a tudo deturpa ou tergiversa.

Exemplo eloqüente temos no campo político.
Quantos não se deixaram enganar pelas afirmações dos líderes totalitários,
que se proclamam paladinos da democracia,
da liberdade e do direito?

Nem mesmo vendo todo o contrário
as pessoas saem de seu erro,
tal é a obstinação e
a invalidez mental que as dominam.


No campo religioso,
os erros se fundamentam
numa pregação de fatos absurdos,
que os adeptos admitem sem reflexão nem julgamento.

Grave é a cegueira do crente,
cuja inteligência
não pode discernir
entre o verdadeiro e o falso.


Conforma-se em crer que está no certo
e rechaça toda idéia emancipadora
de sua incondicional submissão ao dogma,
porque o aterroriza o simples fato
de pensar que poderia estar equivocado.


As verdades, quando o são,
não se ocultam nem se impõem


No social, à semelhança do político e do religioso,
ele se abraça com fanatismo a uma ideologia e,
embora esta se estruture
sobre falsidades
e ponha de manifesto
embustes inqualificáveis,
acredita docilmente
que ali está a verdade,
caindo sob o feitiço sedutor
de suas promessas,
como o pássaro na armadilha.

A evolução consciente
permite ao homem
defender-se do engano
onde quer que este o espreite,
porque fundamenta sua defesa
no conhecimento das causas que o engendram.


Assim, por exemplo, sabe que
é impostura o que não concorda
com a realidade
e o que se esquiva à verificação individual,
à qual todo ser tem direito.




As verdades, quando o são,
não se ocultam nem se impõem;
revelam-se à luz da razão,
com o objetivo de que o homem tome consciência delas
e as use para emancipar-se da ignorância.



O que se pretende impor como verdade só tem um fim:
escravizar o ente humano,
para convertê-lo em instrumento passivo
daqueles que exploram sua credulidade.


A sabedoria logosófica permite
optar entre viver no erro,
que escraviza,
ou na verdade,
que faz o homem livre e forte,
como seu destino requer.


Trechos extraídos do livro Curso de Iniciação Logosófica
www.logosofia.org.br

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compromisso com a consciencia

Compromisso com a Consciência

Você certamente já leu ou ouviu algum dia, a notícia de roubo, incêndio, naufrágio ou explosão de algum bem móvel ou imóvel que pertencia a alguém, não é mesmo?

No entanto, ninguém jamais ouviu ou leu uma manchete com os dizeres:

“Foi roubada a coragem desta ou daquela pessoa”, “Foi extraviada grande porção de otimismo. Quem a encontrar favor devolver no endereço citado”.

Ou então, “Incêndio consumiu toda a fidelidade de fulano” ou “Naufragou a honestidade de beltrano.”

Enfim, nunca se ouve falar que as virtudes de alguém tenham sofrido assaltos ou outro dano qualquer.

Todavia, isso acontece diariamente quando as negociatas indignas põem por terra a honestidade e a honradez deste ou daquele cidadão, que sucumbe ante grandes quantias em dinheiro ou favorecimentos de toda ordem.

No entanto, as virtudes que se deixam arrastar por interesses próprios, não são virtudes efetivas, são ensaios de virtudes.

Quem verdadeiramente conquista uma virtude, jamais a perde.

Contou-nos um amigo, jovem advogado que trabalha num órgão público que, em certa ocasião, estava com uma pilha de processos sobre a mesa, quando seu superior entrou na sala, tomou dois daqueles processos e pôs de lado, dizendo-lhe:

“Quero que você arquive estes processos.”

O advogado perguntou por que razão deveria arquivá-los, e o diretor respondeu simplesmente: “Porque os acusados são meus amigos e me pediram esse favor”.

O moço, que tinha compromisso sério com a própria consciência, fez com que os processos seguissem seu curso, sem interferir.

Tempos depois, os acusados tiveram que arcar com as custas do processo e indenizar vários cidadãos, aos quais haviam prejudicado de alguma forma.



Quando questionado por seu superior sobre o ocorrido, o advogado argumentou que o fato de os acusados serem seus amigos, não era suficiente para isentá-los da responsabilidade de seus atos.

Se o jovem advogado não tivesse firmeza de caráter, poderia ter dado ocasião a que fosse registrado em sua ficha espiritual a seguinte anotação:

“Este Espírito sofreu, em tal data, um assalto da corrupção e da prepotência e teve seus bens mais preciosos, que são, a fidelidade e a honestidade, roubados.”

Felizmente isso não aconteceu.

...............

Toda vez que permitimos que nosso patrimônio ético-moral seja comprado ou roubado, ficamos mais pobres espiritualmente.

Quando aplaudimos a corrupção e a ganância dos outros, somos coniventes com essas misérias morais, e empobrecemos.

Pense nisso, e considere que vale a pena preservar esse bem tão valioso que é o seu patrimônio moral.

sábado, 15 de setembro de 2007

CONTROLANDO OS PENSAMENTOS

Um colunista conta uma história em que acompanhava um amigo à uma banca de jornais.

"O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente,
mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro.

Pegando o jornal que foi atirado em sua direção,
o amigo do colunista sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro.


Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:

" - Ele sempre te trata com tanta grosseria? "

" - Sim, infelizmente foi sempre assim..."

" - E você é sempre tão polido e amigável com ele? "

- Sim, procuro ser."

" - Por que você é tão educado, já que ele é tão inamistoso com você? "

" - Por que não quero que ele decida como eu devo agir."


"A pessoa inteira é seu próprio dono

e não deve curvar-se diante do vento que sopra.

Ela Não está à mercê do mau humor,
da impaciência
e da raiva dos outros.


Não são os ambientes que a transformam,

mas ela que transforma os ambientes."


pensemos um pouquinho..................

domingo, 8 de julho de 2007

HISTÓRIA
Oito da noite numa avenida movimentada.
O casal já esta atrasado para jantar na casa de alguns amigos.
O endereço é novo, assim como o caminho que ela conferiu no mapa antes de sair.
Ele dirige o carro.
Ela o orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem certeza de que é à direita.
Discutem.
Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe que estava errado.
Ainda com dificuldade, ele admite que insistiu no caminho errado,enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde.

Mas ele ainda quer saber:
- Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria insistir um pouco mais.

E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz.
Estávamos a beira de uma briga, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite.

MORAL DA HISTÓRIA

Essa pequena história foi contada por uma empresária durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho.
Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independente de tê-la ou não.
Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais freqüência:

"Quero ser feliz ou ter razão?"

Pense nisso e seja feliz.


E outro pensamento parecido diz o seguinte:
Nunca se justifique.

"Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam."

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domingo, 17 de junho de 2007

VIDA-SENTIMENTO-CONSCIÊNCIA- UNIVERSO

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" Tudo o que vive no Universo, está movido por uma mesma e ÚNICA FONTE DE ENERGIA. em âmbito menor, também o homem conta DENTRO DE SI com essa mesma fonte,
que se ATIVA ao pôr-se em contato com a VIDA UNIVERSAL.
Essa fonte de energia É A CONSCIÊNCIA .
ÚNICA capaz de mover todo o mecanismo psicológico humano e, com isso,
OS CANAIS DO SENTIMENTO, que torna os HOMENS
GRANDES , ABNEGADOS E NOBRES."

(grifos e pesquisa individual nossa )

http://www.logosofia.org.br/